Jogador a receber cartão: como os cartões acontecem
Jogador a receber cartão em números: 8.389 cartões mostram quando saem as advertências, que posições e ligas mais punem e como o mercado é resolvido.
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No mercado jogador a receber cartão, o cartão costuma sair tarde. Em 2.097 jogos de 2025/26, um titular recebeu cartão em 14,4% das partidas que começou, e 67,5% dos cartões saíram depois do intervalo. Uma boa leitura parte da posição (volantes e zagueiros), dos minutos em campo, da competição e do mando, não de um palpite sobre o temperamento do jogador.
14,4%
dos jogos como titular terminam com o jogador advertido
Fobal, 2025/26, 7 competições
35,7%
dos cartões a jogadores saem a partir do minuto 76
18,9%
dos jogos de um volante titular têm cartão
4,61
cartões por jogo na La Liga, a maior média das sete
Este guia usa os dados do Fobal de 2025/26 para a Premier League, a Champions League, a La Liga, a Serie A italiana, a Bundesliga, a Ligue 1 e a Liga Europa: 2.097 jogos e 8.389 cartões mostrados a jogadores.
Como funciona o mercado jogador a receber cartão?
O mercado escolhe um jogador e pergunta se ele vai receber cartão durante a partida. Na maioria dos regulamentos, o vermelho direto conta tanto quanto o amarelo. Assim que o primeiro amarelo aparece, o mercado está resolvido, e um segundo amarelo não muda nada.
Os detalhes que mais confundem dizem respeito a quem está em campo, e quando:
| Situação | Casa A | Casa B (termos v2.2, set. 2026) |
|---|---|---|
| Jogador sai do banco | Mantida | Anulada: mercados disciplinares pré-jogo exigem titular |
| Jogador não entra em campo | Anulada | Anulada |
| Cartão no banco ou depois do apito final | Não conta | Não conta |
| Vermelho direto, no total de cartões | 1 cartão | 2 cartões |
| Amarelo e depois expulso, no total de cartões | 2 cartões (o máximo) | 3 cartões (o máximo) |
Fontes: regulamentos publicados por dois operadores (setembro de 2026): as regras gerais de futebol de uma casa britânica (casa A) e os termos de um fornecedor de plataforma de apostas, versão 2.2 (casa B). Esse fornecedor atende vários operadores, e cada um publica a sua versão, então vale conferir os termos do site que você usa.
A regra do titular pesa mais do que parece. As taxas do Fobal abaixo são por jogo como titular, como na regra da casa B. Se o seu operador mantém a seleção para quem sai do banco, lembre que 20 minutos em campo carregam muito menos risco de cartão do que um jogo inteiro. Nosso guia sobre o que acontece quando o jogador não entra detalha anulações e substituições.
Quando os jogadores levam cartão?
Tarde. O relógio dos cartões corre ao contrário dos primeiros 20 minutos “quentes” que muita gente imagina.
- 67,5% dos cartões a jogadores saem no segundo tempo (acréscimos incluídos).
- 35,7% saem do minuto 76 até o apito final.
- 14,0% saem só nos acréscimos do segundo tempo: poucos minutos que rendem quase tanto quanto os primeiros 30 minutos inteiros (5,1% + 9,6%).
- Só 5,1% saem nos primeiros 15 minutos.
Na Premier League, a cauda é ainda mais tardia: 16,2% dos cartões saem nos acréscimos do segundo tempo.
Por quê? Cansaço, faltas táticas para matar contra-ataques quando o resultado está em jogo, cera e reclamação. As Regras do Jogo tratam o retardamento do reinício e a reclamação como infrações passíveis de advertência, e consideram conduta antidesportiva, também punida com amarelo, a falta que interrompe um ataque promissor. As três coisas se concentram no fim dos jogos apertados.
O que o relógio tardio muda na análise
O minuto em que o jogador sai de campo importa mais do que a fama dele. Nos dados de minutos do Fobal, titulares substituídos saem, na mediana, no minuto 72, e só 34,2% dos jogos de atacantes como titular chegam aos 90 (2025/26, 7 competições). Um ponta trocado aos 70 perde quase toda a janela em que saem 53% dos cartões (61–75, 76–90 e acréscimos somados). Esse é um dos grandes motivos de os atacantes levarem menos cartão, e por isso os minutos esperados entram em qualquer análise de cartões.
Quais posições levam mais cartões?
As que defendem na transição e no próprio terço do campo. Esta é a frequência com que um titular recebeu cartão, por posição detalhada:
| Posição | Amarelos por 90 | Jogos como titular com cartão |
|---|---|---|
| Volante | 0,221 | 18,9% |
| Zagueiro | 0,197 | 18,3% |
| Lateral direito | 0,197 | 16,8% |
| Meio-campista | 0,197 | 15,9% |
| Lateral esquerdo | 0,184 | 15,8% |
| Meia ofensivo | 0,160 | 12,2% |
| Ponta direita | 0,162 | 11,8% |
| Centroavante | 0,149 | 10,8% |
| Ponta esquerda | 0,153 | 10,5% |
| Goleiro | 0,056 | 5,5% |
Por grupo, meio-campistas (0,197 por 90) e defensores (0,194) recebem cartão quase na mesma proporção; atacantes ficam em 0,156 e goleiros em 0,056.
Leia esses números como taxas base. Uma taxa de 18,9% quer dizer menos de um jogo em cada cinco para um volante médio: um cartão “provável” ainda tem mais chance de não acontecer. Para ir além da taxa base, é preciso um motivo concreto para achar que este jogador, neste jogo, está acima da média.
Os jogadores que mais levam amarelo
Alguns jogadores ficam muito acima da média da posição. Estas são as maiores taxas de amarelo entre os 1.000 jogadores com pelo menos 1.800 minutos:
| Jogador | Clube | Amarelos por 90 | Jogos como titular com cartão | Faltas por 90 |
|---|---|---|---|---|
| José Ángel Carmona | Sevilla | 0,51 | 46% | 1,74 |
| Mario Martín Rielves | Getafe | 0,48 | 36% | 2,99 |
| Alfonso Pedraza | Villarreal | 0,48 | 33% | 1,54 |
| Joelinton | Newcastle | 0,46 | 39% | 2,26 |
| Pol Lozano | Espanyol | 0,46 | 32% | 2,65 |
| Juan Jesus | Napoli | 0,45 | 41% | 2,09 |
| Nicolás Capaldo | Hamburgo | 0,45 | 38% | 1,39 |
| Yerson Mosquera | Wolverhampton | 0,44 | 39% | 1,45 |
| Iñigo Ruiz de Galarreta | Athletic Bilbao | 0,43 | 38% | 2,14 |
| Dayann Methalie | Toulouse | 0,43 | 36% | 2,72 |
Fonte: dados do Fobal, 2025/26, 7 competições, jogadores com 1.800+ minutos. Clube = aquele em que o jogador somou mais minutos.
Cinco dos dez jogam na La Liga, o que combina com os números por liga mais abaixo. Dois representam a Premier League: Joelinton (Newcastle) e Yerson Mosquera (Wolverhampton), ambos advertidos em 39% dos jogos como titular. Repare na coluna de faltas: Carmona e Capaldo levam muito cartão sem fazer tantas faltas, então os amarelos deles vêm de entradas mais duras, e mais raras, ou de reclamação.
Faltas viram cartões?
Sim, mas sem regra fixa. Em 4.194 jogos-time, as equipes receberam 0,162 amarelo por falta cometida, mais ou menos um cartão a cada seis faltas. A correlação entre as faltas de um time e os amarelos que ele recebe no mesmo jogo é de 0,34: real, mas longe de ser um para um.
As definições explicam parte da diferença. Pelas definições da Opta, usadas por muitos operadores na liquidação, uma advertência dada depois de o árbitro aplicar a lei da vantagem não soma falta, e amarelos por reclamação ou cera não vêm acompanhados de falta nenhuma. Um jogador pode receber cartão com zero falta na súmula estatística.
O caminho inverso pesa mais na análise. Times que sofrem 14 faltas ou mais veem o adversário receber 2,47 amarelos em média, contra 1,23 quando sofrem sete ou menos. Ou seja, um defensor que encara um ponta que cava muitas faltas fica pressionado o jogo inteiro. Nosso guia de faltas cometidas e sofridas mostra como ler esse duelo.
Quais ligas mostram mais cartões?
A La Liga, com folga. A Serie A italiana, apesar da fama, aparece perto do fim da lista.
- A Premier League fica no meio da tabela em cartões (3,92 por jogo), mas é a que tem menos expulsões: vermelho em 10,5% dos jogos.
- A Champions League é a mais calma, com 3,55 cartões por jogo e pelo menos um cartão para 82,7% dos times. Mesmo assim, teve vermelho em 17,6% dos jogos, bem mais que a Premier League.
- A La Liga tem média de 4,61 cartões por jogo (4,33 amarelos), vermelho em 23,0% das partidas e cartão para 91,4% dos times.
- A Serie A italiana é a que mais marca faltas entre as sete (25,4 por jogo), mas é só a sexta em cartões, com 3,83. Seus árbitros transformam falta em amarelo com menos frequência do que qualquer outra liga.
Nas sete competições, 87,4% dos jogos-time têm pelo menos um cartão para aquele time. Nossa comparação liga a liga coloca os cartões ao lado de faltas, finalizações e desarmes.
O visitante leva mais cartões?
Sim, em todas as competições que acompanhamos. Os visitantes tiveram média de 2,16 cartões por jogo, contra 1,86 dos mandantes.
A diferença é maior na Premier League (1,76 em casa, 2,16 fora) e menor na Bundesliga (1,88 contra 1,99). Quem joga fora tende a defender por mais tempo e a encarar uma torcida hostil, e isso gera advertências.
Como transformar taxas base em probabilidade?
Cada seção acima dá um ingrediente. Um exemplo mostra como eles se combinam. Pense em um volante titular jogando fora de casa na La Liga:
| Etapa | Dado (2025/26) | Fator | Estimativa |
|---|---|---|---|
| 1. Posição | Volantes com cartão em 18,9% dos jogos como titular | 18,9% | |
| 2. Competição | Meio-campistas da La Liga: 0,228 amarelo por 90, contra 0,197 no geral | × 1,16 | 21,9% |
| 3. Mando | Visitante: 2,16 cartões por time, contra média de 2,01 | × 1,07 | 23,6% |
| 4. Resultado | Probabilidade inicial, antes de ajustar pelo jogador | ≈ 24% |
Fonte: dados do Fobal, 2025/26, 7 competições. Os fatores estão arredondados; a conta é feita sem arredondar.
Agora um centroavante jogando em casa na Champions League. A posição parte de 10,8%. Atacantes da Champions recebem 0,131 amarelo por 90, contra 0,156 de todos os atacantes (× 0,84), e mandantes têm média de 1,86 cartões contra 2,01 (× 0,93). O resultado fica em torno de 8%. Antes de saber qualquer coisa sobre os jogadores, um cartão é quase três vezes mais provável que o outro.
Trate o resultado como estimativa inicial, não como certeza: os fatores se sobrepõem um pouco (a taxa de uma liga já inclui os jogos em casa e fora dela). Depois, ajuste pelo que as taxas base não enxergam: o histórico do próprio jogador, os minutos dele, o adversário direto e o árbitro. Misture a taxa da temporada do jogador com a da posição, em vez de trocar uma pela outra, porque uma temporada é uma amostra pequena.
E o árbitro?
O árbitro é o fator que todo mundo cita e pouca gente mede bem. A base de dados do Fobal não liga árbitros aos jogos, então não vamos publicar nem inventar uma tabela de árbitros. O que dá para dizer:
- A escala sai antes do jogo. As ligas costumam divulgar a arbitragem alguns dias antes da partida, então o árbitro é uma informação que entra na análise com antecedência.
- A interpretação faz parte das Regras. As Regras do Jogo dizem que não há número nem padrão específico de infrações que defina “infração persistente”. A rapidez com que um árbitro mostra o cartão depois da terceira falta é estilo, não regra.
- Médias de temporada oscilam muito. A média de cartões por jogo de um árbitro se apoia em bem menos partidas do que a média de uma liga e depende dos jogos que ele recebeu: uma escala cheia de clássicos infla o número. Use o árbitro como ajuste da taxa base, não como substituto. A mesma armadilha de amostra pequena vale para jogadores, como explica nosso texto sobre por que “8 dos últimos 10” pode enganar.
Como ler os cartões durante o jogo?
O relógio tardio muda a conta ao vivo. Se o jogador continua em campo e sem cartão no intervalo, a maior parte do risco ainda está pela frente: mais da metade dos cartões (53%) sai depois da primeira hora de jogo.
Três sinais ao vivo dizem mais do que qualquer número pré-jogo:
- O placar. Um time que segura uma vantagem curta no fim faz falta tática e faz cera. Um time que corre atrás do resultado comete entradas imprudentes.
- O duelo em campo. Um lateral que leva drible atrás de drible de um ponta está a uma falta do cartão.
- A placa de substituição. Um jogador que deve sair perto dos 70 tem pouco tempo na janela mais movimentada de cartões.
O cenário muda rápido depois de um lance quente, então a leitura que vale é a da construção do lance, não a reação ao incidente.
Checklist: jogador a receber cartão
- Veja como o mercado é resolvido. O regulamento exige titular? Vermelho conta? É mercado de cartão ou de pontos de cartão?
- Confirme que ele começa jogando. Todas as taxas aqui são por jogo como titular. Sair do banco anula a seleção em alguns operadores e, nos outros, derruba a chance de cartão.
- Parta da taxa base da posição. Volantes 18,9%, zagueiros 18,3%, centroavantes 10,8% dos jogos como titular.
- Estime os minutos. Uma substituição provável aos 70 tira boa parte da janela de cartões.
- Ajuste pela competição. La Liga e Liga Europa são quentes; a Champions League é fria.
- Ajuste pelo mando. O visitante recebe mais cartões em todas as competições.
- Leia o duelo. Ele vai encarar um jogador que sofre muitas faltas?
- Considere o árbitro, com moderação. Use-o como ajuste fino, não como argumento principal.
- Converta em probabilidade e compare com a sua própria estimativa. Multiplique a taxa base pelos fatores de competição e mando (veja o exemplo), ajuste pelo jogador e anote o número antes do jogo. Comparar estimativa e resultado ao longo de muitos jogos é o jeito honesto de saber se a sua leitura funciona.
No Fobal, o histórico de partidas na página de cada jogador mostra faltas cometidas e cartões amarelos jogo a jogo, e os rankings de estatísticas ordenam jogadores por faltas e cartões. É um jeito rápido de testar os passos 3 e 7.
Uma nota sobre os dados
Todos os números são médias de 2025/26 para sete competições: Premier League, La Liga, Serie A, Bundesliga, Ligue 1, e Champions League e Liga Europa da fase de liga às semifinais. A última rodada da Premier League, da La Liga e da Serie A e as duas finais europeias não estão na nossa base, por isso citamos médias e taxas, não totais da temporada. O amarelo conta só o primeiro cartão; a expulsão por segundo amarelo conta como vermelho. Cartões para técnicos e membros da comissão ficam de fora. É uma temporada de dados, então trate com cautela as diferenças pequenas entre ligas. Para limites e sinais de alerta, veja nosso guia de jogo responsável.
Perguntas frequentes
Cartão vermelho conta no mercado jogador a receber cartão?
Na maioria dos regulamentos, sim. Um dos regulamentos que analisamos define o mercado como o jogador receber cartão amarelo ou vermelho, então um vermelho direto resolve a seleção. O segundo amarelo não acrescenta nada, porque o primeiro já resolveu o mercado. Confira as regras do seu operador.
E se o jogador entrar no segundo tempo, saindo do banco?
Depende do operador. Em um regulamento, a seleção só é anulada se o jogador não entrar em campo. Em outro, de um fornecedor de plataforma usado por vários operadores (versão 2.2, setembro de 2026), mercados disciplinares pré-jogo exigem que o jogador seja titular, então uma entrada vinda do banco anula a seleção.
Cartão no banco ou depois do apito final conta?
Não, nos regulamentos que analisamos. Só contam os cartões mostrados a jogadores em campo durante a partida. Cartões para técnicos, para reservas no banco e cartões mostrados depois do apito final ficam de fora.
Qual posição leva mais cartão amarelo?
O volante. Em 2025/26, nas cinco grandes ligas, na Champions League e na Liga Europa, volantes receberam cartão em 18,9% dos jogos como titular, logo à frente dos zagueiros, com 18,3%. Goleiros ficaram em 5,5%.
Qual liga tem mais cartões amarelos?
A La Liga, com 4,33 amarelos e 4,61 cartões no total por jogo em 2025/26 (dados do Fobal). A Champions League teve a menor média: 3,55 cartões por jogo. A Serie A italiana foi a que mais marcou faltas, mas ficou em 6º lugar entre sete em cartões.
Como funcionam os pontos de cartão?
A escala mais comum dá 10 pontos por amarelo e 25 por vermelho, com máximo de 35 por jogador. Assim, um jogador que leva amarelo e depois é expulso soma 35, não 45. A forma de pontuar muda de operador para operador, então confira o regulamento.